novembro 09, 2016

O poema da menina automática

O galo cantou.
Encarou a realidade.
Comeu por obrigação.
Sentiu o gosto da saudade.

Em lugares diferentes,
com pessoas diferentes,
Tentava adaptar-se.
Mas sempre,
sempre,
morria de saudade.

- Por quê, menina, não muda tua rotina
se a sombra do seu medo,
não te deixa à vontade?

- Se aquilo que não vivi
realmente for importar
perdi muito tempo sem sorrir
e a saudade é o que vai me restar.

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